1/3 dos brasileiros acredita que redes sociais espalham mais desinformação do que notícias

A pesquisa da Alfa Inteligência destaca que a percepção sobre a qualidade da informação consumida nas plataformas digitais varia significativamente de acordo com a escolaridade, o gênero e a religião

Por Redação TMC | Atualizado em
(FOTO: Manas RB/Unsplash)

A maioria dos brasileiros (53%) avalia que as redes sociais podem, em igual medida, informar corretamente quanto para espalhar desinformação. Por outro lado, um terço da população (33%) tem uma visão mais cética e acredita que as plataformas espalham mais desinformação. Apenas 14% confiam que elas servem predominantemente para informar corretamente.

A pesquisa destaca que a percepção sobre a qualidade da informação consumida nas plataformas digitais varia significativamente de acordo com a escolaridade, o gênero e a religião dos entrevistados. Os dados são do levantamento nacional da Alfa Inteligência, realizado presencialmente com 1.000 pessoas entre os dias 20 e 25 de abril de 2026.

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O levantamento aponta que o ceticismo em relação ao conteúdo online cresce conforme o nível de instrução do usuário. Entre os entrevistados com ensino superior, 41% afirmam que as redes espalham mais desinformação. Esse índice cai para 35% entre analfabetos ou pessoas que apenas leem e escrevem, 34% entre aqueles com ensino médio e 26% entre os que possuem apenas o ensino fundamental.

O recorte demográfico de gênero também revela disparidades claras. As mulheres demonstram uma desconfiança consideravelmente maior, com 37% apontando a prevalência da desinformação, contra 28% do público masculino. Em contrapartida, 19% dos homens acreditam que as redes informam corretamente de maneira majoritária, uma taxa quase duas vezes maior que a registrada entre o público feminino (10%).

A pesquisa evidencia ainda que as crenças e visões de mundo influenciam a leitura sobre o ambiente digital. O grupo composto por ateus e agnósticos desponta como o segmento mais crítico, com 58% avaliando que as redes são mais focadas em espalhar desinformação. Eles são seguidos pelos espíritas (46%) e por aqueles que declaram não ter religião (40%). Já a visão moderada de que as redes dividem de forma igual as informações corretas e incorretas é a avaliação predominante entre católicos (55%) e evangélicos (53%).

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