Arthur Igreja
Arthur Igreja Mais sobre o autor

Arthur Igreja é especialista em Tecnologia e Inovação. TEDx speaker e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Anualmente, ministra mais de 150 palestras no Brasil, América do Sul, EUA e Europa. Ele é Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV.

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IA ainda não substitui humanos em boa parte das tarefas de trabalho

Afirmação da NVIDIA reforça que tecnologia demanda alta energia e nem sempre oferece ganhos de produtividade

Por Arthur Igreja | Atualizado em
O teste avaliou qualidade, raciocínio, precisão, didática, velocidade, versatilidade e consistência. (Imagem: Freepik)
(Imagem: Freepik)

A coluna de hoje chama atenção para uma recente entrevista do vice-presidente de Deep Learning da NVIDIA, Bryan Catanzaro, que repercutiu bastante não só no mundo da tecnologia, mas também no mercado de negócios.

Segundo ele e vale destacar quem está dizendo isso: um vice-presidente da NVIDIA, para muitas tarefas, a inteligência artificial não é necessariamente mais barata ou mais produtiva do que o trabalho realizado por seres humanos.

Algumas consultorias, inclusive, já estão revisando para baixo o potencial de aplicação da IA. Há estimativas de que apenas 27% das atividades e tarefas poderão, de fato, ser substituídas ou operar com alta intensidade de inteligência artificial, enquanto o restante não justificaria essa adoção.

O motivo? Segundo Catanzaro, a IA ainda é cara, consome muita energia, exige chips extremamente caros e específicos e, em muitos casos, não compensa financeiramente. Ou seja: ainda pode ser mais barato e mais eficiente contar com uma pessoa.

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Mas será que isso condena toda a estratégia de investimentos no setor?

Só para dar dimensão: considerando apenas as big techs, a previsão é que, em 2026, os investimentos ultrapassem US$ 600 bilhões somente em data centers, sem contar todo o desenvolvimento de infraestrutura e outras frentes relacionadas.

Ao mesmo tempo, muitas empresas tentam implementar inteligência artificial, mas ainda não estão alcançando os resultados esperados.

Mas Catanzaro também pondera ao ressaltar que para muitas situações, a inteligência artificial realmente não será a resposta ideal neste momento. Mas, quando falamos de tecnologia, existe um padrão já conhecido de que ao longo do tempo, ela tende a se tornar mais eficiente, competitiva e barata. Ou seja, essa é a fotografia de 2026.

Ainda assim, foi uma declaração suficiente para gerar certo abalo no mercado, justamente por vir da própria NVIDIA, ao admitir que, neste momento, a inteligência artificial ainda está longe de ser uma solução economicamente viável para tudo.

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