União Europeia anuncia planos para restringir uso de redes sociais por crianças em todo bloco

Informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

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Foto: Freepik

 A União Europeia tomará medidas para limitar o acesso de crianças pequenas às redes sociais em todo o bloco de 27 países. A informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta segunda-feira (13/07), no que seria a maior iniciativa desse tipo até o momento para proteger crianças contra os perigos da internet.

Von der Leyen apresentou um documento elaborado por dois especialistas que recomenda uma abordagem em etapas, na qual crianças menores de 13 anos só poderiam usar as redes sociais por períodos limitados, sob a supervisão de pais, responsáveis e professores. As restrições seriam suspensas gradualmente à medida que os adolescentes fossem ficando mais velhos.

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“É claro que precisamos de restrições adequadas à idade para as plataformas”, disse Von der Leyen a repórteres em Bruxelas.

“A questão não é mais se as crianças enfrentam riscos online, mas o que podemos fazer para proporcionar a elas um início mais seguro na internet”, disse ela.

Von der Leyen indicou que provavelmente seguirá as sugestões dos especialistas e que a Comissão apresentará uma proposta concreta após o verão europeu. Espera-se que ela a anuncie em seu discurso sobre o Estado da União, em setembro.

Austrália, Reino Unido, China, Índia e Estados Unidos já impuseram uma proibição às redes sociais ou estão considerando fazê-lo, o que visaria principalmente o TikTok, o YouTube, o Instagram e o Facebook, da Meta.

Essas empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário enviados por email. As plataformas de redes sociais afirmaram que possuem medidas para proteger os usuários mais jovens, e muitas já impuseram restrições de idade.

“Primeiramente, precisamos considerar o tipo de plataforma que é prejudicial para nossas crianças. As evidências mostram que se trata principalmente de plataformas de redes sociais, mas também de outros provedores com recursos inadequados para a idade e que causam dependência. Portanto, pensem nisso como ‘redes sociais e mais’”, disse von der Leyen.

“E quando tivermos essa categoria claramente definida, acredito que precisaremos considerar um acesso em fases e gradual para diferentes faixas etárias”, acrescentou ela.

Por Reuters

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