Nem as gigantes da IA concordam sobre dar participação ao governo dos EUA

OpenAI quer que as principais empresas de inteligência artificial cedam parte de suas ações ao governo americano. Mas a proposta já enfrenta resistência de concorrentes e de parlamentares

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OPen AI
(Foto: Andrew Neel/Unsplash)

A ideia da OpenAI de transformar o governo dos Estados Unidos em sócio das maiores empresas de inteligência artificial está longe de ser um consenso.

Segundo o Financial Times, Sam Altman propôs que a OpenAI e outras desenvolvedoras de IA destinassem 5% de suas ações a um fundo público, para que os americanos também participassem dos lucros da revolução da inteligência artificial.

O problema é que o restante da indústria não parece disposto a seguir esse caminho.

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A Microsoft foi a primeira a se posicionar de forma clara. O presidente da empresa, Brad Smith, afirmou que a companhia prefere colaborar com o governo, mas não pretende abrir mão de participação acionária.

Na Meta, o diretor de assuntos globais disse que essa proposta simplesmente não faz parte das prioridades da empresa.

A situação da Anthropic também gerou dúvidas. Inicialmente, a empresa foi apontada como simpática à ideia de criar mecanismos para dividir os ganhos da IA com a população. Mas, nesta quinta-feira, uma fonte afirmou à Reuters que não houve qualquer conversa entre a empresa e o governo americano sobre a venda de participação acionária.

Além da resistência das empresas, a proposta também encontra pouca receptividade entre parlamentares, que levantam dúvidas sobre conflitos de interesse e sobre o papel do Estado como regulador e, ao mesmo tempo, acionista de empresas privadas.

O que isso importa?

A inteligência artificial está se tornando uma das indústrias mais valiosas do planeta. A pergunta agora deixou de ser apenas quem liderará essa corrida. Passou a ser quem ficará com os lucros dela.

A OpenAI acredita que parte dessa riqueza deveria chegar diretamente à população por meio do governo.

Microsoft, Meta e outros atores importantes, por enquanto, pensam diferente.

O resultado é que, pela primeira vez, a indústria de IA começa a mostrar divergências públicas sobre como dividir o poder — e o dinheiro — da maior revolução tecnológica desta geração.

Leia mais: O que a Ford nos ensina sobre os limites da inteligência artificial

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