Dono do Banco Master impõe condições para prestar depoimento na CPI do INSS

Participação de Daniel Vorcaro foi adiado para 26 de fevereiro após acordo com presidente da comissão

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Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, aparece de braços cruzados
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master (Foto: Divulgação/Banco Master)

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, comparecerá à CPI mista do INSS para tratar exclusivamente dos descontos indevidos em aposentadorias. O depoimento, inicialmente marcado para esta quinta-feira (5/02), foi transferido para o dia 26 de fevereiro após acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O executivo se comprometeu a não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o comparecimento, de acordo com a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

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O acordo estabelece que Vorcaro poderá permanecer em silêncio caso seja questionado sobre temas fora do escopo da investigação parlamentar.

Entre os assuntos que o banqueiro pode se recusar a comentar estão a venda do Banco Master para o BRB, o contrato de quase R$ 130 milhões com a advogada Viviane Barci de Moraes e a participação de sua família em um resort vinculado à família do ministro Dias Toffoli. Estes temas são investigados pelo STF.

A equipe jurídica de Vorcaro informou ao senador Carlos Viana que o executivo não seria diretamente responsável pelas operações de consignado do banco, o que facilitaria seu depoimento sobre este tema específico perante os parlamentares.

O depoimento ocorrerá em Brasília com autorização do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo, uma vez que o executivo cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar São Paulo sem permissão judicial.

Leia mais: CEO do Itaú Unibanco diz que caso Banco Master não pode se repetir

O presidente da comissão afirmou que respeitará o direito de Vorcaro ao silêncio em temas não relacionados ao escopo da CPI, embora outros parlamentares possam fazer perguntas diversas.

A CPI mista, formada por 16 deputados e 16 senadores, tem prazo regimental de 120 dias que termina no final de março de 2026. A oposição ao governo Lula busca estender os trabalhos por mais dois meses para investigar o possível envolvimento de Fábio Lula da Silva, filho do presidente e conhecido como Lulinha, no esquema.

Como parte do acordo, o presidente da CPI advertiu que poderá solicitar a condução coercitiva de Vorcaro caso ele falte ao depoimento na nova data, obrigando-o a comparecer com auxílio policial.

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