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Alessandro Vieira e Eduardo Bolsonaro trocam farpas sobre CPI contra ministros do STF

Senador do MDB e ex-deputado do PL entraram em confronto público no X nesta segunda-feira sobre requerimento para investigar Moraes e Toffoli

Por Redação TMC | Atualizado em
imagem de Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução/Agência Câmara)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) entraram em confronto público na rede social X. A discussão ocorreu nesta segunda-feira (09/03) e envolveu um requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

O conflito começou após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticarem Vieira por ter elaborado o projeto de lei das fake news. Eduardo Bolsonaro alertou seus seguidores sobre o histórico do senador: “Só não esqueçam disso. O badalado Alessandro Vieira de hoje, é o mesmo que criou o projeto da perseguição que alimentou os poderes do imperador [Alexandre de Moraes]”.

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O ex-deputado também advertiu: “Quem concorda contigo em uma pauta nem sempre converge na maioria das outras. Se você não tiver atenção e procurar saber de mais sobre a vida de um político, você pode gerar expectativas que quando não atendidas te levam a ficar frustado”.

O parlamentar sergipano reagiu lembrando sua autoria da CPI da Lava Toga e de um pedido de impeachment contra Moraes e Toffoli relacionado ao inquérito das fake news. Em fevereiro de 2019, Vieira apresentou a CPI da Toga e, em abril do mesmo ano, protocolou pedido de impeachment de Toffoli e Moraes por conta da criação do inquérito das fake news.

Vieira acusou Eduardo e Flavio Bolsonaro (PL-RJ), também senador, de terem resistido à abertura do processo de impeachment contra os ministros. O senador do MDB atribuiu essa resistência a preocupações com o processo das rachadinhas.

“Nos dois momentos, a maior resistência foi dos seus irmãos Flavio e Eduardo, provavelmente preocupados com o processo das rachadinhas e não com o Brasil.” O senador complementou: “Enquanto vocês se escondem em mimimi e mentiras, eu sigo na luta. Nunca é tarde demais para virar adulto e criar coragem: seu irmão ainda não assinou o requerimento de CPI para investigar Moraes e Toffoli, então o que acha de fazer um post cobrando ele?”

Eduardo Bolsonaro classificou o senador como “senador perigosíssimo” e rebateu as acusações. “O próprio presidente Jair Bolsonaro enquanto era presidente protocolou um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.” E não me venha com esse papinho de ser contra o inquérito das fake News porque você fez o PL 2630, o PL da Censura, também conhecido como o PL das Fake News que se for aprovado vai isentar o Moraes dos crimes que ele cometeu no passado”, afirmou o ex-deputado, argumentando que a nova lei tornaria condutas passadas não criminosas, impedindo processos contra o ministro.

“O senhor lave a boca antes de falar de um exilado estar compactuando com Alexandre de Moraes”, afirmou o ex-deputado. Eduardo ainda exibiu um trecho de uma entrevista de Vieira tecendo críticas a Bolsonaro e sugeriu que ele tenha votado em Lula, a quem classificou como maior aliado de Moraes.

O requerimento da CPI já conta com 35 assinaturas. Flavio Bolsonaro assinou o documento como o 29º signatário, após o texto alcançar as 27 assinaturas mínimas necessárias para protocolo no Senado. Há sete anos, o senador havia atuado para impedir a CPI da Lava Toga.

Eduardo Bolsonaro também questionou a viabilidade da CPI no contexto político atual: “Sabe o que mais o Alessandro Vieira não te conta. É que se hoje temos o Congresso mais conservador desde os anos 1990, ainda há uma dificuldade tremenda e os resultados das CPIs e das CPMIs ainda deixam a desejar.” O ex-deputado alertou que, caso a CPI tivesse sido instalada no passado, Randolfe Rodrigues seria o relator ou presidente.

Vieira respondeu a Eduardo Bolsonaro com nova mensagem: “Cara, vai surfar, curtir o Mickey ou coisa parecida. Deixa quem está trabalhando em paz.” Vocês fizeram esse mesmo teatrinho em 2019 e o resultado todo mundo sabe. Seu irmão já assinou a CPI, foi a assinatura 29, já estamos em 35. Você já atrapalhou o Brasil demais, tá na hora de descansar”, afirmou o senador.

Leia mais: Lula orienta Lulinha a esclarecer relação com investigados em fraudes no INSS, diz jornal

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