O médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a broncopneumonia bacteriana bilateral diagnosticada no ex-presidente é um evento “potencialmente mortal”. Bolsonaro foi internado no hospital DF Star na manhã desta sexta-feira (13/03) após apresentar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Birolini classificou a situação como crítica. “Estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejável e que realmente, para quem questiona isso, realmente põe em risco a vida do paciente“, disse o médico.
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O ex-presidente permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
Exames de imagens e laboratoriais confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento da chegada ao hospital, a saturação de oxigênio no sangue de Bolsonaro estava em 80%. A pressão arterial registrada foi de 9 por 5.
Um dos três médicos que atendem o ex-presidente explicou a gravidade do quadro. “Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendido muito rápido fez toda diferença“, afirmou.
Birolini detalhou os riscos associados ao tipo de pneumonia diagnosticada. “Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. Então, por favor, a gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias”, disse.
O tratamento utiliza “antibióticos potentes” para reverter o quadro clínico. O boletim médico foi divulgado às 18h49, com atualização às 18h54.




