A Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba interditou a pizzaria La Favoritta, em Pombal, após a morte da servidora pública Rayssa Maritein Bezerra, de 44 anos. A vítima faleceu no Hospital Regional de Pombal na terça-feira (17/03).
Outras 113 pessoas procuraram unidades de saúde do município com sintomas de intoxicação alimentar. A inspeção sanitária identificou presença de “pragas” e múltiplas irregularidades no estabelecimento.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Rayssa começou a apresentar diarreia, vômitos intensos e dor abdominal no domingo (15/03). A servidora deu entrada no Hospital Regional de Pombal na segunda-feira (16/03). A equipe médica encaminhou a paciente à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado gravíssimo.
O hospital informou que a paciente apresentou “rápida evolução clínica” e “sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave”. O quadro clínico se agravou durante a internação. “Apesar de todas as medidas assistenciais adotadas pela equipe, a paciente evoluiu a óbito na manhã do dia 17 de março, às 8h59”, informou a unidade de saúde.
O Hospital Regional registrou 74 atendimentos relacionados a sintomas compatíveis com suspeita de intoxicação alimentar. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Pombal atendeu 40 pacientes. Somando as duas unidades de saúde, 114 pessoas procuraram assistência médica.
Os atendimentos ocorreram entre os dias 15 e 16 de março. No domingo (15/03), 36 pessoas foram atendidas no Hospital Regional de Pombal. Dessas, 33 apresentaram casos de gastroenterocolite aguda — inflamação no estômago e intestino — e 3 tiveram episódios de vômito.
Na segunda-feira (16/03), 38 pacientes procuraram o Hospital Regional. Do total, 33 foram casos de gastroenterocolite aguda. Outros 5 apresentaram vômitos. Um caso foi registrado como suspeita de intoxicação alimentar.
A Vigilância Sanitária Municipal apontou “fortes indícios de intoxicação alimentar entre os cidadãos”, quadro “possivelmente associado à ingestão de pizzas adquiridas em um estabelecimento comercial do município”. A informação foi baseada em relatos dos pacientes nas unidades de saúde.
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária realizou inspeção no estabelecimento comercial. A vistoria constatou múltiplas irregularidades sanitárias. Foram encontradas “pragas” no local, conforme informou Conceição Sobral, gerente técnica de alimentos da Agevisa, à imprensa.
As irregularidades incluíam ausência de documentação obrigatória. Alimentos estavam mal-acondicionados. Instalações elétricas estavam expostas. A condição térmica no espaço era inadequada.
Leia mais: Chefe do tráfico e outras 7 pessoas morrem em operação no Rio; criminosos põem fogo em ônibus




