O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) definiram os principais eixos de ataque que utilizarão na campanha eleitoral. A estratégia petista consiste em associar o adversário ao presidente norte-americano Donald Trump e destacar a ausência de produção legislativa relevante nos 23 anos de mandatos parlamentares do senador.
A equipe de Lula estabeleceu como foco central apresentar o senador como agente político que atuaria segundo interesses dos Estados Unidos. Essa linha de ataque ganhou força após os norte-americanos aplicarem sanções contra autoridades brasileiras e imporem tarifa de 50% sobre produtos nacionais.
O slogan do mandato foi alterado de “Governo federal – união e reconstrução” para “Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro”. A mudança visa capitalizar a postura combativa do Palácio do Planalto em relação à Casa Branca.
Flávio Bolsonaro concentra críticas na gestão econômica, na segurança pública e no combate à corrupção do governo federal. Levantamentos dos principais institutos de pesquisa registram empate técnico entre os dois pré-candidatos em simulações de segundo turno. Ambos mantêm vantagem expressiva sobre demais candidatos nas projeções para o primeiro turno, conforme informações do Estadão.
Os temas de economia, segurança pública e combate à corrupção ganham cada vez mais atenção pelo lado de Flávio Bolsonaro. O pré-candidato do PL à Presidência deixa em segundo plano a pauta ideológica de sua própria agenda e abandona temas caros à ala mais conservadora da direita.
Embora Flávio lance mão de munições já conhecidas do público bolsonarista e usadas em eleições passadas pelo pai, há mudanças. Ele tem evitado comentários sobre questões como aborto, religiões não cristãs e casamento homossexual. O senador não tocou em uma das bandeiras que marcaram a família Bolsonaro: o chamado “kit gay”.
A estratégia tem como objetivo conseguir o apoio do eleitorado indeciso e de partidos como o PP, que já declarou que não respaldará Flávio se ele adotar um discurso de extrema direita.
Em seus discursos, entrevistas e mídias sociais, o pré-candidato do PL foca apenas em Lula. Ele poupa nomes como o do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, e Romeu Zema (Novo), mirando uma possível aliança em um eventual segundo turno.




