Monique Medeiros e ré pela morte do próprio filho, Henry Borel Medeiros, se entregou à Polícia Federal nesta segunda-feira (20/04).
Ela é professora e antes do crime, Monique atuava na área de educação, e chegou a ocupar cargo de direção em uma escola pública. Posteriormente, trabalhou como assessora no Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.
A vida de Monique passou a ser mais pública após o início do relacionamento com o ex-vereador Dr. Jairinho, em 2020. Pouco tempo depois do início do namoro ela passou a viver com o filho e o seu companheiro em um apartamento no Rio de Janeiro.
Segundo investigações, Henry sofria agressões vindas do seu padrasto. Ainda de acordo com o Ministério Público em mensagens encontradas no celular da professora, ela teria sido alertada por uma babá sobre as possíveis agressões sofrida por Henry semanas antes da morte.
Morte de Henry Borel
Na madrugada do dia 8 de março de 2021, aconteceu o crime que chocou o Brasil. Henry Borel, 4 anos, morreu após ser levado desacordado a um hospital no Rio de Janeiro. Inicialmente, Monique e Dr. Jairinho alegaram que a criança havia sofrido uma queda da cama, versão posteriormente descartada pela perícia.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML), apontou que acausa da morte foi hemorragia interna e laceração no fígado. Ao todo, foram identificadas 23 lesões no corpo do menino, compatíveis com agressões.
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O Ministério Publico do Rio de Janeiro acusa Monique por omissão e participação indireta no crime, sustentando que ela tinha o dever legal de proteger o filho. Além disso, a mãe do menino também é acusada de encobrir o caso e fornecer informações falsas à equipe médica.
Já Dr. Jairinho, companheiro de Monique, é apontado como autor das agressões e coautor do homicídio.
Retorno à prisão
Monique Medeiros voltou à prisão nesta segunda-feira (20), após se entregar à polícia na 34ª DP, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. A detenção ocorre por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na sexta-feira (17), o ministro restabelecer a prisão preventiva de Monique ao entender que a decisão de primeira instância que havia concedido liberdade à ré desrespeitou entendimentos anteriores do STF sobre o caso.
Além disso, Gilmar Mendes também refejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa de Monique.
Com isso, Monique permanecerá presa preventivamente até o julgamos pelo Tribunal do Júri, marcado para o dia 25 de maio de 2026.




