Os governistas conseguiram adiar a votação do projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), conhecido como PL das Terras Raras. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia pautado o texto para esta quarta-feira (22/04).
Segundo o relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o acordo entre o governo e a Câmara é de apresentar o parecer em 4 de maio. “Assim é que nós aguardaremos a publicação do parecer, desenvolveremos o diálogo e, no próximo dia 4, segunda-feira, 4 de maio, eu protocolarei o meu parecer, já, espero, fruto dessas conversas e do aperfeiçoamento que daí possa vir”, explicou Jardim à imprensa.
O adiamento ocorre em meio às tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos sobre a exploração de minerais críticos no território brasileiro. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer mudanças no parecer de Jardim antes da votação.
Leia mais:
Hugo Motta projeta avanço da PEC 6×1 e prevê ida ao plenário em maio
Mendonça pede vista e suspende julgamento sobre condenação de Eduardo Bolsonaro
Comissão aprova limite de 40 salários mínimos para liberação de herança sem inventário
Jardim sinalizou disposição para negociar com parlamentares e setores econômicos interessados na regulamentação dos minerais estratégicos. “Desde já, dentro do Parlamento, sempre, para cada uma das bancadas, qualquer deputado ou deputada, estamos à disposição para dialogar”, declarou.




