PF aponta venda de participação societária de R$ 13 mi por R$ 1 mi em operação ligada a Nogueira

Conversas obtidas pela Polícia Federal indicam a existência de pagamentos mensais ligados a uma suposta “parceria BRGD/CNLF”, que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil

Por | Atualizado em:
(FOTO: Lula Marques/Agência Brasil)

A Polícia Federal afirma ter identificado uma operação societária considerada atípica envolvendo empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira. Segundo os investigadores, uma participação avaliada em cerca de R$ 13 milhões teria sido vendida por apenas R$ 1 milhão, em negócio que o Supremo Tribunal Federal (STF) descreve como incompatível com uma relação comum de amizade ou parceria política.

Conversas obtidas pela Polícia Federal indicam a existência de pagamentos mensais ligados a uma suposta “parceria BRGD/CNLF”, que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Nas mensagens, investigados discutem a continuidade dos repasses e tratam os pagamentos como algo “muito importante” dentro da estrutura investigada.

A decisão do STF aponta também que despesas pessoais atribuídas ao senador Ciro Nogueira teriam sido custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo viagens internacionais, hospedagens de luxo e restaurantes. Em uma das mensagens destacadas pela investigação, um interlocutor pergunta se deveria continuar pagando as contas do casal até sábado, recebendo como resposta a autorização para usar o cartão do empresário em St. Barths, destino turístico de alto padrão no Caribe.

Defesa de Ciro Nogueira

A defesa negou o envolvimento do senador em qualquer atividade ilícita e criticou o que chamou de “medidas investigativas graves e invasivas” durante a operação.

“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, afirmaram os advogados do senador.

A nota é encabeçado por Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay. E conta também com as assinaturas de Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completam os advogados, no comunicado.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05