A Polícia Federal afirma ter identificado uma operação societária considerada atípica envolvendo empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira. Segundo os investigadores, uma participação avaliada em cerca de R$ 13 milhões teria sido vendida por apenas R$ 1 milhão, em negócio que o Supremo Tribunal Federal descreve como incompatível com uma relação comum de amizade ou parceria política.
Conversas obtidas pela Polícia Federal indicam a existência de pagamentos mensais ligados a uma suposta “parceria BRGD/CNLF”, que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
Nas mensagens, investigados discutem a continuidade dos repasses e tratam os pagamentos como algo “muito importante” dentro da estrutura investigada.
A decisão do STF aponta também que despesas pessoais atribuídas ao senador Ciro Nogueira teriam sido custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo viagens internacionais, hospedagens de luxo e restaurantes. Em uma das mensagens destacadas pela investigação, um interlocutor pergunta se deveria continuar pagando as contas do casal até sábado, recebendo como resposta a autorização para usar o cartão do empresário em St. Barths, destino turístico de alto padrão no Caribe.




