PROJETO BRASIS: Nova gestão da Embratur investe em tecnologia para vender o Brasil de diferentes formas

Estratégia aposta em dados, influência digital e novas rotas internacionais

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O novo presidente da Embratur, Bruno Reis, apresentou o planejamento de marketing chamado “Plano Brasis”. Marca da nova gestão, o projeto busca consolidar o Brasil como um polo do turismo mundial, impulsionando a conectividade aérea do país para ampliar o interesse de turistas estrangeiros.

O diferencial do planejamento é o foco em negócios. A Embratur preparou um plano prático e personalizado para cada estado, desenvolvido a partir da análise de dados. O presidente resume a estratégia como “colocar cada prato na prateleira certa”, atraindo diferentes perfis de turistas para todas as regiões do país e valorizando os diversos atrativos brasileiros.

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Para fortalecer esse posicionamento, o Plano Brasis também aposta na modernização das redes sociais. Bruno Reis explica:

“O marketing de influência é algo que poderia ajudar no reposicionamento da imagem. Então a gente também usou muito influenciador, muita imprensa, muito blog de viagem internacional para que eles pudessem viver um pouquinho de Brasil. E aí também, não só falando do eixo Rio-São Paulo, lembrar que nós somos um país continental, são seis biomas, todo o nosso litoral. Então isso também é complexo na hora de fazer promoção, não posso fazer uma promoção generalizada, eu tenho que entregar o produto correto para um mercado emissor coerente.”

Parte do projeto também passa pela ampliação da conectividade aérea, com apoio à criação de rotas diretas e mais diversificadas para o Brasil. Com isso, voos vindos da Europa com destino direto a cidades como Fortaleza e Recife passaram a operar.

O presidente destaca ainda que os painéis com análises de dados estão disponíveis no site da Embratur para que a sociedade também possa colaborar com a tomada de decisões. Segundo ele, o uso de inteligência de dados coloca a agência um passo à frente na identificação das tendências do turismo:

“Internamente, o que nos ajudou foi ter previsibilidade, porque antigamente a gente olhava o dado do observatório do turismo, então eu sabia quais eram os turistas que tinham vindo para a minha região e o que eles estavam consumindo. O nosso papel estratégico é olhar para frente. Hoje eu consigo olhar três meses à frente como está a emissão de bilhetes aéreos internacionais para o Brasil e, assim, tomar iniciativas para mitigar ou acelerar impactos.”

Essa nova fase da empresa também é planejada em parceria com os agentes responsáveis por receber os turistas. Hotéis, aeroportos e atrativos turísticos foram chamados para contribuir com dados e ajudar na construção do planejamento estratégico.

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