Lula diz que Trump deve parar de “brigar com Xi Jinping” para ajudar Brasil com minerais críticos

Presidente afirma que país precisa usar ciência para identificar reservas e rejeita modelo de cooperação dos EUA por avaliar que fere autonomia nacional

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(Foto: Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18/05) que o país precisa acelerar o mapeamento de suas reservas minerais estratégicas. Segundo ele, o conhecimento atual sobre esses recursos não passa de 30% do total disponível no território nacional.

A declaração foi feita durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, às 13h04. O equipamento científico pode ser usado para identificar jazidas sem necessidade de escavações tradicionais.

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Lula revelou que o país recusou uma proposta de cooperação apresentada pelos Estados Unidos neste ano. A oferta foi feita a diferentes nações, mas o modelo foi avaliado como prejudicial à autonomia brasileira.

“Pode vir chinês, alemão, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, declarou o presidente.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, minerais essenciais para baterias, semicondutores, carros elétricos e equipamentos de alta tecnologia. O presidente defende que o processamento e a industrialização desses materiais aconteçam em território nacional.

Ciência como solução

O presidente destacou a importância de usar tecnologia avançada para mapear as reservas minerais do país. “Outra coisa é terras raras, os minerais críticos… O Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem, e vamos ter que levantamento do Brasil, e o que o Sirius pode fazer pra gente? Se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito. Vamos ter que contar com a ciência pra dar um salto e ver, se num curto espaço de tempo, Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós”, afirmou.

A fala faz referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao líder chinês Xi Jinping. Lula visitou Trump na Casa Branca em reunião que durou quase três horas.

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Crítica à escolha de cursos

Durante o evento, o presidente também criticou a forma como jovens escolhem suas carreiras profissionais. Segundo ele, muitos optam por medicina pensando apenas em retorno financeiro.

“Não podemos continuar deixando que o mercado determine o curso que o jovem faz. Muita gente que estuda medicina não é pra trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pra abrir uma clínica e ganhar muito dinheiro”, declarou.

Lula defende que o Estado identifique necessidades estratégicas do país e oriente a formação de profissionais nessas áreas. A proposta busca alinhar a educação superior com demandas nacionais em setores como mineração, tecnologia e saúde pública.

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