Prefeito do Rio critica perdão a Monique e afirma que ex-professora não voltará à rede municipal

Após o julgamento que condenou Jairinho e concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, prefeito reafirmou exoneração da ex-servidora

Por Redação TMC | Atualizado em
Eduardo Cavaliere
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou nesta quinta-feira (05/06) que a demissão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, será mantida mesmo após a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial à ex-professora da rede municipal.

Em publicação nas redes sociais, Cavaliere disse que a decisão do júri lhe causou “perplexidade”, mas ressaltou que as determinações judiciais devem ser cumpridas. Segundo ele, a Prefeitura do Rio manterá Monique fora dos quadros da administração municipal.

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“Decisão judicial não se discute, se cumpre”, escreveu o prefeito ao anunciar que a exoneração da ex-servidora permanece válida.

O julgamento do caso terminou após dez dias de sessões no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ao final, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados. Ela foi considerada culpada por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção. Como já havia permanecido presa preventivamente, a pena foi considerada cumprida, e a Justiça concedeu o perdão judicial.

Monique havia sido afastada da rede municipal de ensino em janeiro de 2023. Após a conclusão de um processo administrativo disciplinar, a Prefeitura do Rio decidiu por sua demissão, medida que foi reafirmada por Cavaliere após o resultado do julgamento.

Na publicação, o prefeito afirmou que a manutenção da exoneração tem como objetivo preservar o ambiente escolar e garantir a proteção das crianças atendidas pela rede municipal de ensino. Segundo ele, Monique poderá seguir sua vida profissional, mas não retornará às salas de aula da Prefeitura do Rio.

Leia mais: Após perdão da Justiça, Monique Medeiros deixa a prisão no Rio

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