Ronaldo Caiado defende exportação de carne brasileira à União Europeia

Ex-governador de Goiás acredita que agro brasileiro vai ser duramente penalizado e pede mudança de ideia

Por Jully Estêvão | Atualizado em
Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição da segurança pública (PEC 018/2025), a chamada PEC da Segurança Pública, realiza audiência, às 10h, para debater o tema Competências federativas na segurança públicas sob a ótica estadual. Participam os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) se reuniu em Brasília com representantes da Missão dos Estados-membros da União Europeia, ao lado do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa, para defender as exportações brasileiras de proteína animal para o continente europeu.

A União Europeia oficializou na semana passada a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, com o veto começando a valer a partir de 3 de setembro de 2026, atingindo carne bovina, carne de frango, peixes, mel e tripas. Em 2025, o Brasil enviou 368 mil toneladas de carnes para o bloco comercial estrangeiro.

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No encontro desta quarta-feira, Caiado acusou o Ministério da Agricultura pelo revés para o agronegócio. “Realmente acredito ter uma falha na parte burocrática e do Ministério da Agricultura, que, infelizmente, está configurando um bloqueio nas nossas exportações brasileiras”, disse o presidenciável, ao defender o acordo União Europeia-Mercosul. “Precisamos cada vez mais ter uma integração maior para que o Brasil também não venha a sofrer nenhuma punição”, afirmou.

Caiado também destacou a necessidade de uma maior aproximação entre europeus e latino-americanos diante da política protecionista dos Estados Unidos. O pré-candidato atribuiu a postura de Donald Trump a um processo de desindustrialização ocorrido no país. Na semana passada, a Casa Branca anunciou a possibilidade de implementar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida que deve entrar em vigor no dia 15.

Caiado reiterou que o Brasil não pode ser penalizado por interpretações que, por vezes, são ações para corrigir problemas internos de outros países. Destacou que o Brasil está sobrecarregado com tarifas, ressaltando que a tarifa imposta pelos americanos penaliza não apenas o Brasil, mas afeta a segurança econômica de diversos países produtores.

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