Dono de jet ski é indiciado por morte em Ilhabela após acidente

Joaquim Rodrigues da Silva Neto foi indiciado por homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade

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A Polícia Civil indiciou Joaquim Rodrigues da Silva Neto, conhecido como Neto Mineiro, nesta sexta-feira (26/06) . Ele é apontado como responsável pelo acidente de jet ski em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, que resultou na morte de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos.

Segundo a Polícia Civil, os crimes imputados são homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade. Neto Mineiro era o dono da moto aquática usada no passeio.

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O acidente e as buscas

O caso começou na tarde de 24 de maio, quando Dheorge deixou uma confraternização em lancha para passear de jet ski. Ele desapareceu durante o trajeto. As buscas duraram 9 dias até que o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) localizou o corpo, em 1º de junho.

A auxiliar de enfermagem Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos, também estava no passeio. Ela relatou que a moto aquática começou a afundar após ser invadida pela água: “Era impossível ficar segurando. A correnteza estava forte e levando a gente para o mar aberto”. Bruna ficou 42 horas à deriva em alto-mar antes de ser encontrada.

O pescador Alex Quintino dos Santos a resgatou em 26 de maio, nas proximidades da Ilha de Búzios, a cerca de 16 km da costa. A moto aquática foi localizada a mais de 20 km do ponto de partida. Bruna permaneceu internada por quase dois dias e recebeu alta em 28 de maio.

Ao ser resgatada, ela disse: “Eu vim agradecer pelas orações que vocês fizeram. Eu também estava lá no mar orando para Deus me guardar. Peço que continuem orando pelo meu colega”.

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O que diz a defesa

O advogado Yuri Tomanik, que representa Neto Mineiro, afirmou que o indiciamento foi feito de forma indireta. Em nota, ele declarou: “Ressalto que toda a capitulação trazida pelo delegado é provisória e não implica em culpa. Não é raro que, posteriormente, isso seja alterado pelo promotor de justiça, ou até venha o arquivamento”

O Instituto Médico Legal (IML) concluiu o laudo necroscópico de Dheorge, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A investigação seguiu com base nesse documento e nas apurações da Delegacia de Polícia de Ilhabela.

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