FMI reduz projeção de crescimento global para 3,1% em 2026 por guerra no Oriente Médio

Fundo Monetário Internacional cortou estimativa em 0,2 ponto percentual devido a conflito que afeta fornecimento de energia no mundo

Por Redação TMC | Atualizado em
Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI. (Foto: Elizabeth Frantz/File Photo/Reuters)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a estimativa de expansão da economia mundial para 3,1% em 2026. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (14/04) no relatório Perspectiva Econômica Global. A guerra no Oriente Médio afeta o fornecimento global de energia e motivou o ajuste.

A instituição reduziu em 0,2 ponto percentual a projeção apresentada em janeiro. O cálculo considera um conflito de curta duração com eventuais interrupções no abastecimento energético.

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Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do Fundo, alertou que o mundo caminha para um cenário mais “adverso”. Nessa situação, a economia global cresceria apenas 2,5% em 2026. A hipótese pressupõe um conflito prolongado com o petróleo próximo a US$ 100 por barril.

Petróleo e inflação pressionam economia mundial

As tensões no Oriente Médio tornaram o mercado de petróleo foco central das preocupações da instituição. A alta nos preços da commodity pode desencadear nova rodada inflacionária global. O processo pressionaria as taxas de juros mundialmente e aumentaria o risco de recessão.

“A cada dia que passa e a cada nova interrupção no fornecimento de energia, estamos nos aproximando do cenário adverso”, afirmou Gourinchas.

O conflito também ameaça a estabilidade financeira mundial. A escalada de preços pode apertar os mercados de financiamento globalmente. Instituições não bancárias e o crédito privado sofreriam prejuízos.

“Quanto mais tempo o conflito durar, maior será o risco de que as condições financeiras globais — que eram muito favoráveis antes da guerra — se tornem ainda mais restritivas e abruptas”, alertou o economista-chefe.

Caso o petróleo se mantenha acima de US$ 110 o barril, a expectativa de inflação persistente se intensificaria. Isso provocaria aumentos de preços mais amplos e pressões por reajustes salariais.

A inflação global ultrapassaria 6% no cenário mais severo. No cenário de referência otimista, a taxa ficaria em 4,4%.

“Essa mudança nas expectativas de inflação exigirá que os bancos centrais pisem no freio e tentem reduzir a inflação novamente”, disse Gourinchas.

O Fundo afirmou que os bancos centrais podem “ignorar” uma alta passageira nos preços da energia. Nesse caso, manteriam as taxas de juros estáveis em meio a uma atividade mais fraca.

Leia mais: FMI eleva previsão de crescimento do Brasil para 1,9% em 2026

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