O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (22) que a terceira etapa do Plano Brasil Soberano deixa o país preparado para enfrentar eventuais novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorre após o governo federal oficializar a liberação de R$ 18,5 bilhões em financiamentos para socorrer empresas afetadas pelas barreiras alfandegárias norte-americanas e por conflitos geopolíticos.
De acordo com o ministro, a nova fase do programa foca na oferta de capital de giro e no estímulo à conquista de novos parceiros comerciais. “Podem impor tarifas, podem criar dificuldades, porque o Brasil é mais forte. Nossa economia é ainda mais resiliente, nós sabemos para onde queremos ir”, declarou Elias Rosa.
Diversificação de mercados e apoio aos setores
Segundo dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), das 2.400 empresas brasileiras que atualmente exportam para os Estados Unidos, 73% já atuam em outros mercados internacionais. O ministro ressaltou que o governo manterá os esforços para ampliar o destino dos produtos nacionais.
Entre terça e quarta-feira, a cúpula do governo esteve reunida com representantes de 22 setores produtivos impactados pelas sanções. Elias Rosa destacou que a criação das novas linhas de crédito foi uma reivindicação unânime dos segmentos afetados para garantir liquidez e evitar demissões.
Estrutura do crédito
O pacote de R$ 18,5 bilhões disponibilizado no Brasil Soberano 3 reúne R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões em recursos próprios do BNDES. A liberação abrange companhias da indústria transformadora, agricultura, pecuária, mineração e pesca.
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Para acessar o financiamento com taxas subsidiadas, as empresas participantes precisam assumir a contrapartida formal de preservar o nível de emprego. Os recursos também contam com o suporte de mecanismos de seguro-garantia para facilitar o acesso de micro e pequenas empresas ao crédito.




