Petróleo dispara 7% e alcança maior cotação desde junho de 2022 no mercado

Brent chega a US$ 119,15 e WTI a US$ 106,55 após ameaças de Trump ao Irã e saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

Por Redação TMC | Atualizado em
Funcionário da Petrobras deposita petróleo num recipiente
(Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras)

O petróleo tipo Brent, referência internacional, foi negociado a US$ 119,15 o barril nesta quarta-feira (29/04), com alta de 7,09%. O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, apresentou valorização de 6,62% no mesmo horário, cotado a US$ 106,55. Os preços acumulam oito dias consecutivos de alta, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pela saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep.

O Brent alcançou o maior valor desde 10 de junho de 2022, quando atingiu US$ 122,01. Os dados foram divulgados pela Bloomberg próximo às 13h10.

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A valorização ganhou força após o presidente norte-americano Donald Trump publicar novas ameaças ao Irã em suas redes sociais. O republicano compartilhou uma montagem onde aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, acompanhada da mensagem “chega de bancar o bonzinho”.

“O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!”, afirmou Trump.

Investidores acompanham o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta iraniana para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano apresente uma resposta nos próximos dias.

O Irã estabeleceu condições para permitir novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. O país afirmou que a retomada do trânsito dependerá do fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel, além do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã. Detalhes sobre esses protocolos não foram divulgados.

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As tensões concentram-se no Oriente Médio, especificamente no Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passa por esse local. Os países do Golfo integrantes da Opep já enfrentavam problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz. As exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.

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