Nove conselheiros do Corinthians assinaram uma carta aberta divulgada nesta segunda-feira (11/05) pedindo que a votação do Conselho Deliberativo sobre a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez seja aberta e nominal. O pleito será no dia 25 de maio, uma segunda-feira.
Além da cobrança pela votação aberta, os conselheiros pediram que os conselheiros votem pela expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo do Parque São Jorge. Assinaram o documento, que a TMC teve acesso: Antonio Roque Citadini, Fernando do Amaral Perino, Henrique Nunes, José Augusto Cardoso, Marcelo Mandel, Miriam Athiê, Peterson Ruan, Romero Cardoso de Ávila e Yun Ki Lee.
O pedido se dá principalmente pelo temor de que conselheiros votem contra a expulsão do ex-presidente utilizando o voto secreto como escudo. Com o próprio Andrés Sanchez isso já ocorreu algumas vezes. Em seu segundo mandato à frente do clube, o cartola praticamente dobrou a dívida do Corinthians e, mesmo assim, apenas as contas de 2019 foram reprovadas; 2018 e 2020 foram aprovadas.
A votação pela expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians está marcada para 25 de maio. O caso foi levado para pleito pelo presidente interino do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, após a Comissão de Ética sugerir a exclusão do ex-presidente do quadro associativo do clube.
Por que Andrés Sanchez pode ser expulso do Corinthians?
O pedido pela expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians nasceu devido à descoberta de gastos com o cartão corporativo do clube para uso pessoal durante seu segundo mandato, que foi de 2018 a 2020. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o cartola usufruiu cerca de R$ 480 mil dos cofres do clube.
Por ser ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez é conselheiro vitalício do Conselho Deliberativo e membro nato do Conselho de Orientação (Cori). O ex-presidente está afastado dos dois postos a pedido do Ministério Público. E, se for expulso, perderá as duas cadeiras.
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Andrés Sanchez neste momento vem sendo julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por apropriação indébita – o Ministério Público de São Paulo também vem exigindo que sejam acatadas as denúncias de lavagem de dinheiro e crime tributário.
Por Marco Bello e Victor Godoy