O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou, na última sexta-feira (11/09), uma denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por apropriação indébita por supostamente pagar a Bear Security, empresa que faz sua segurança pessoal, com dinheiro do clube. Na peça, o promotor Cassio Conserino cita uma entrevista que o cartola concedeu ao Papo de Craque 2º Tempo, programa da TMC.
A entrevista foi concedida em junho, na época em que o caso veio a público e Osmar Stabile vivia em pé de guerra com Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. O MP-SP cita a minutagem dos 9 minutos e 18 segundos até mais ou menos 11 minutos e 37 segundos – veja o vídeo abaixo. Ali, o cartola cita que buscava para fazer sua segurança “alguém de sua confiança”, embora soubesse da “não autorização da Polícia Federal para atuar”.
“O Corinthians não paga para o Osmar Stabile, paga para o presidente do Corinthians. Em virtude de tudo que tem acontecido no Corinthians, existe essa necessidade do presidente ser cuidado para que não aconteça nada de pior. Não adianta ver depois, temos que ver antes. O presidente precisa de segurança, sim, e eu tenho medo de acontecer algo“, disse.
O Ministério Público também concentra foca em outra citação: “Essa segurança é VIP. O presidente escolhe quem ele quiser para ser seu segurança. Essas pessoas são de confiança, então entendi que deveria continuar com essa empresa e vou continuar.“
Leia mais:
+ Corinthians recorre de sentença que acabou com conselheiros vitalícios
+ Queria sair? Veja as propostas recusadas pelo Corinthians por Gui Negão
A denúncia do MP-SP contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians
Osmar Stabile teria feito pagamentos à Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. De acordo com a peça, a empresa teria atuado exclusivamente em benefício de Stabile e possivelmente de seus familiares, e não na segurança institucional do Corinthians.
O MP destaca que o clube já possui outra empresa, a Unity Serviços Terceirizados, responsável pela segurança institucional. A denúncia também aponta que os pagamentos à Bear começaram em julho de 2025, enquanto o contrato formal teria sido assinado apenas em março de 2026, e afirma que não houve comunicação ou autorização dos órgãos internos de controle nem cotação de orçamentos.
Além da denúncia criminal, o MP pediu à Justiça uma série de medidas cautelares contra Stabile, incluindo a proibição de acesso às dependências do Corinthians, de contato com testemunhas e dirigentes e a suspensão de suas funções associativas e da representação institucional do clube.
Paralelamente, o órgão público quer que Osmar Stabile pague R$ 1.262.090,65 ao Corinthians: R$ 721.194,66 pelo que foi pago à Bear Security; e R$ 540.895,995 para reparar os danos morais causados à instituição.
A reportagem entrou em contato com a defesa do presidente Osmar Stabile e com o Corinthians, mas ainda não tivemos retorno.




