Durante a partida que marcou a saída do Brasil da Copa do Mundo 2026, neste domingo (05/07), a rede elétrica brasileira sentiu os efeitos do país paralisado diante das telas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou uma queda de aproximadamente 3,5 GW no consumo de energia ao longo do jogo.
A queda começou a se acentuar a partir das 16h50. Com os brasileiros ligados na tela, aparelhos como chuveiros, fogões e ar-condicionado ficaram em segundo plano.
No intervalo, às 17h50, o movimento se reverteu de forma abrupta: em apenas 11 minutos, o ONS observou um salto de 7,1 GW na demanda. Para dimensionar o impacto, o próprio ONS ressaltou que esse montante é “equivalente à carga média do estado de Minas Gerais, em apenas onze minutos”.
A retomada foi mais intensa do que a queda registrada durante o jogo. Em pouco mais de dez minutos, a rede precisou absorver uma demanda equivalente a um estado inteiro.
Após o apito final, mais 7 GW em meia hora
O apito final soou às 19h04. A partir daí, a rede enfrentou uma nova onda de consumo. De acordo com o ONS, a carga cresceu 7 GW nos 30 minutos seguintes ao fim da partida.
Esse acréscimo equivale à soma das demandas médias do Rio de Janeiro e de Rondônia juntos. Por volta das 20h30, o consumo voltou ao comportamento esperado para um domingo.
Mesmo com o Brasil fora da competição, o ONS informou que vai manter uma operação especial para as partidas mais importantes da Copa — semifinais e final. A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para 19/07.
A operação especial serve para garantir estabilidade na rede durante os momentos de maior variação de carga, como os registrados neste domingo.
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