O primeiro-ministro britânico Keir Starmer rejeitou pedidos de renúncia durante reunião emergencial do gabinete realizada na terça-feira (12). Segundo a BBC, o premiê defendeu sua permanência no cargo e argumentou que deixar o governo traria mais instabilidade ao país.
A crise política no Reino Unido ganhou contornos inéditos com pressão crescente sobre o líder trabalhista. Pelo menos 78 parlamentares pediram publicamente a saída de Starmer, enquanto seis integrantes do alto escalão ministerial também teriam cobrado sua renúncia, conforme informou o jornal The Telegraph.
Pressão interna
Durante o encontro de emergência, o premiê questionou os presentes sobre quem poderia assumir o cargo e rivalizar pela liderança do Partido Trabalhista. A provocação ocorreu em meio à pressão interna, mas o mecanismo formal de sucessão partidária não foi acionado até o momento.
A BBC relatou que o primeiro-ministro sustentou sua decisão de permanecer no comando do governo, mesmo diante da resistência de parte significativa de sua base política.
Ministros que pediram renúncia
O The Telegraph identificou os seis ministros que teriam cobrado a saída de Starmer. São eles: Shabana Mahmood (Interior), John Healey (Defesa), Ed Miliband (Energia), Lisa Nandy (Cultura), Yvette Cooper (Relações Exteriores) e Wes Streeting (Saúde).
Esses nomes representam áreas estratégicas do governo britânico, o que amplifica a gravidade da crise enfrentada pelo premiê britânico.
A integrante do gabinete, Miatta Fahnbulleh, ministra júnior do departamento de Habitação, renunciou ao cargo e cobrou publicamente uma transição de poder. O episódio marca um dos momentos mais críticos do atual governo do Reino Unido, descrito como sem precedentes por observadores políticos.
A pressão sobre Starmer vem se intensificando nos últimos dias, com parlamentares e ministros manifestando publicamente descontentamento com a condução do governo.




