Como funciona a sabatina para ministro do STF no Senado

Indicado pelo presidente, candidato passa por uma longa arguição na CCJ antes de votação final no plenário

Por Redação TMC | Atualizado em
A Assembleia de Deus no Amazonas teve início em 1917, por meio do evangelista Severino Moreno de Araújo. Pouco depois, no dia 1º de janeiro de 1918, os missionários suecos Samuel Nystron e Lina Nystron fundaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Manaus. Hoje, a denominação evangélica conta com cerca de 3 mil templos e mais de 2 mil pastores em todo o estado. No ano de 1993, a igreja deu início ao que seria o projeto de comunicação da Assembleia de Deus no Amazonas. A igreja assumiu emissoras de rádio e televisão, inaugurando a Rede Boas Novas do Amazonas (RBN-AM). Mesa: advogado-geral da União, Jorge Messias - em pronunciamento. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A escolha de um ministro do Supremo Tribunal Federal não termina com a indicação do Presidente da República. Antes de assumir o cargo, o nome precisa passar por uma sabatina no Senado Federal, etapa decisiva que avalia a capacidade técnica e a conduta do indicado.

O rito se inicia quando a indicação presidencial chega ao Senado e é encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça. Um senador é escolhido como relator, responsável por analisar o currículo do indicado e apresentar um parecer.

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Após a leitura do relatório, é comum que haja pedido de vista, momento em que os parlamentares solicitam mais tempo para avaliar a indicação antes da sabatina.

A sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal, já tem data e relator definidos no Senado Federal. O processo segue o rito constitucional e deve ocorrer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (29/04), pela manhã.

O responsável por analisar o nome indicado é o senador Weverton Rocha. Ele já apresentou parecer favorável à indicação, entendendo que Messias atende aos requisitos de “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”, exigidos pela Constituição. O relatório é uma etapa fundamental, pois serve de base para os senadores durante a sabatina e a votação na comissão.

A sabatina: perguntas e respostas

Na fase mais aguardada, o indicado comparece à CCJ para responder aos senadores. Ele faz uma exposição inicial, geralmente de até 30 minutos, apresentando sua trajetória e visão jurídica.

Em seguida, começa a arguição:

  • Cada senador tem cerca de 10 minutos para fazer perguntas
  • O indicado dispõe de tempo semelhante para responder
  • Há possibilidade de réplica e tréplica, com cerca de 5 minutos cada

A sabatina também pode contar com participação popular, por meio de perguntas enviadas pelo portal e-Cidadania do Senado.

Embora o rito seja padronizado, a duração da sabatina varia bastante. Sessões podem ultrapassar 10 horas, como ocorreu nas sabatinas de Alexandre de Moraes e Edson Fachin, marcadas por debates intensos e questionamentos aprofundados.

O que os senadores avaliam

Durante a sessão, os parlamentares buscam verificar se o candidato atende aos critérios constitucionais de “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”.

Entre os temas mais frequentes estão:

  • Independência entre os Poderes e limites de atuação do Judiciário
  • Ativismo judicial e o papel do STF na interpretação da Constituição
  • Pautas polêmicas, como aborto, drogas, casamento LGBTQIA+ e maioridade penal
  • Trajetória profissional, especialmente se o indicado teve atuação política
  • Posicionamentos em julgamentos relevantes
  • Possíveis impedimentos ou conflitos de interesse
  • Defesa de direitos fundamentais e liberdades individuais

Votação e aprovação

Após a sabatina, ocorre uma votação secreta na CCJ. Se aprovado por maioria simples, o nome segue para o plenário do Senado.

Na etapa final, o indicado precisa de maioria absoluta — pelo menos 41 dos 81 senadores — para ser confirmado e nomeado ministro do STF.

Leia mais: Jorge Messias recebe parecer favorável e terá sabatina no Senado em 29 de abril

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