O Democracia Cristã (DC) decidiu pela abertura de processo disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo, com resultado previsto de expulsão sumária. A decisão ocorre após o político atacar publicamente a cúpula partidária e criticar o lançamento de Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República.
Segundo nota oficial do partido, as declarações de Rebelo à imprensa nos últimos dias não se alinham aos princípios da legenda. “Nenhuma das atitudes manifestadas na imprensa nacional, nos últimos dias, condiz com os valores democratas-cristãos”, afirmou o DC. A sigla informou que comunicará a desfiliação à Justiça Eleitoral assim que o processo for concluído.
Rebelo critica escolha de Barbosa
Aldo Rebelo, que se filiou recentemente ao DC, publicou nota nas redes sociais classificando a candidatura de Joaquim Barbosa como “uma afronta a tudo que defendo como relações políticas”. O ex-deputado federal questionou a forma como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido pela direção partidária.
Na mesma manifestação, Rebelo atacou o presidente nacional do DC, João Caldas, sugerindo que a escolha de Barbosa estaria ligada a interesses específicos. Segundo o ex-ministro, Caldas teria preocupação com o chamado caso Banco Master em Alagoas, onde seu filho, João Henrique Caldas (JHC), administra a prefeitura de Maceió e é pré-candidato ao governo estadual.
Joaquim Barbosa integrou o STF entre 2003 e 2014. O magistrado se aposentou de forma antecipada em 31 de julho de 2014, após dez anos e dois meses na Corte.
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Em 2018, Barbosa foi cotado para disputar a presidência, mas desistiu da empreitada. Agora, o DC aposta no ex-ministro como nome competitivo para as eleições de 2026.
Apesar da iminente expulsão, Aldo Rebelo afirmou que não desistirá da corrida presidencial. “Minha pré-candidatura à Presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã”, declarou em nota.
O ex-ministro argumenta que “candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”, em crítica direta à forma como o partido conduziu o lançamento de Barbosa.




