Para o presidente Lula, a pré-campanha já começou, não apenas a de 2026, mas também a de 2030. Segundo fontes, Lula está preocupado sobre quem pode ser o sucessor dele daqui quatro anos. Além da idade avançada, o presidente não poderá se candidatar porque, se vencer as eleições deste ano, estará no segundo mandato consecutivo, inviabilizando sua candidatura.
O Partido dos Trabalhadores, o qual Lula é filiado, sabe que não há hoje um nome igualmente forte como o do ex-presidente para dar continuidade no legado e seguir competitivo nos próximos pleitos eleitorais. Interlocutores da TMC avaliaram que esse trabalho de sucessão é longo e precisa ser feito com cautela. Neste sentido, alguns nomes já começaram a ser cogitados.
A principal aposta do PT é o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. A avaliação é que ele dispõe da inteira confiança do presidente e participou da construção dos principais programas sociais lançados neste terceiro mandato de Lula. No entanto, o PT sabe que o nome do ex-ministro está desgastado por causa da fama de ‘taxador’, em alusão às tarifas cobradas por Haddad à época em que era ministro.
Diante disso, outros nomes são pensados: Guilherme Boulos, que hoje não é filiado ao PT, foi cogitado. O atual secretário-geral da Presidência tem abertura com movimentos sociais e dialoga bem com as minorias, que historicamente acompanham partidos de esquerda. Simone Tebet também foi mencionada porque ganhou capital político desde que disputou a presidência da República, em 2022. A ex-ministra do Planejamento está filiada ao PSB e tem se aproximado de Lula.
Um outro nome considerado forte é o de Camilo Santana. O ex-ministro da Educação é considerado nome forte em estados da região Nordeste, sobretudo no Ceará, seu reduto eleitoral.
Presidente tem pressa na construção da popularidade do sucessor
Segundo fonte no PT, a pressa para trabalhar a imagem do sucessor de Lula tem a ver com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A legenda acredita que se ele reeleger no pleito deste ano estará impossibilitado de candidatar novamente, e focará na disputa pelo Planalto.
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Para o PT, Tarcísio deve investir no aumento de popularidade e, por isso, o partido deve investir na construção da imagem do sucessor de Lula o quanto antes. Antes disso, ainda é preciso definir quem terá essa difícil missão.