O Palácio do Planalto foi pego de surpresa pela decisão do governo norte-americano em reclassificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras.
O novo entendimento abre precedente aos Estados Unidos para instalar bases militares em território brasileiro, o que é visto pelo presidente Lula como uma afronta à soberania nacional.
Interlocutores no Planalto afirmaram que o presidente Lula não gostou da “surpresa” e que ele – ou o Ministério das Relações Exteriores – deveriam ter sido avisados previamente.
Auxiliares do presidente ainda acreditam que Donald Trump não participou dessa decisão e que toda a mudança de entendimento partiu unicamente do secretário de Estado Norte-Americano, Marco Rubio.
Isso acontece porque quando Lula e Trump se encontraram na Casa Branca, em Washington, os dois chefes de Estado começaram a articular um acordo de cooperação para combater as facções criminosas brasileiras sem a necessidade de reclassificação como grupos terroristas.
Nos bastidores, o que se fala é que o presidente vai se reunir com uma equipe de emergência, formada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan; pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima; e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Após essa reunião, auxiliares do presidente vão articular um telefonema para Trump.
O Planalto vê essa extrema urgência nessa conversa, visto que virou uma luta contra o tempo. A reclassificação do PCC e do Comando Vermelho vai valer a partir da próxima semana, em 5 de junho. O presidente Lula também prepara um pronunciamento sobre o assunto.