O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que pretende presentear Donald Trump com um pé de jabuticaba. A afirmação sobre o presidente dos Estados Unidos foi feita nesta quinta-feira (23/04), durante a Feira Brasil na Mesa, evento organizado pela Embrapa em Planaltina, no Distrito Federal. A participação marcou o primeiro compromisso público do presidente após retornar de viagem a países europeus.
Lula fez a declaração enquanto discorria sobre o potencial das frutas brasileiras durante o evento da Embrapa. O presidente abordou a importância de catalogar as variedades de frutas do país e de aproveitar esse potencial nos mercados interno e externo.
“Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. (Vou) Levar maracujá. Por que sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas, muitas vezes, nós não sabemos aproveitar”, afirmou.
O presidente percorreu o pomar da ciência montado pela Embrapa. Lula conheceu cultivos de baunilha, açaí, pitaia, maracujá e outras espécies. Pesquisadores da empresa acompanharam o presidente durante o percurso pelas instalações.
A Embrapa apresentou tecnologias desenvolvidas para fortalecer a produção de pequenos agricultores. As soluções exibidas visam aumentar a produtividade, reduzir perdas e melhorar a qualidade dos alimentos produzidos no campo.
Contexto diplomático
A declaração ocorre em momento de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. As relações bilaterais passam por período delicado após o retorno ao Brasil de um delegado da Polícia Federal que atuava em parceria com as autoridades americanas. O governo brasileiro adotou medidas recíprocas.
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O episódio que intensificou as tensões envolveu a prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano. O governo dos EUA determinou a saída do delegado da Polícia Federal que atuava no país. O Palácio do Planalto reagiu baseado no princípio da reciprocidade.
As divergências entre os presidentes Lula e Trump se estendem ao posicionamento sobre o conflito no Oriente Médio. O governo brasileiro criticou os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Brasília defende uma solução negociada e o fim das ações militares.




