O senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, ficou proibido de se comunicar com testemunhas e outros investigados no caso Banco Master. A determinação foi estabelecida pelo ministro André Mendonça ao autorizar o prosseguimento da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (07/05) a quinta fase da operação.
A decisão judicial estabeleceu medidas cautelares que impedem o parlamentar de manter qualquer tipo de contato com pessoas envolvidas nas investigações. A restrição abrange diferentes formas de comunicação, incluindo contatos telefônicos e telemáticos.
Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador, também foi alvo da operação. Ele recebeu as mesmas restrições impostas a Ciro Nogueira. Os dois estão impedidos de se comunicar com testemunhas e demais envolvidos no caso Master.
A Operação Compliance Zero investiga irregularidades relacionadas ao caso Master. A Polícia Federal executa as diligências em cumprimento à determinação do ministro André Mendonça.
Defesa de Ciro Nogueira
A defesa negou o envolvimento do senador em qualquer atividade ilícita e criticou o que chamou de “medidas investigativas graves e invasivas” durante a operação.
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, afirmaram os advogados do senador.
A nota é encabeçado por Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay. E conta também com as assinaturas de Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completam os advogados, no comunicado.




