STF começa julgamento que pode tirar novamente Rodrigo Manga da Prefeitura de Sorocaba

Prefeito foi denunciado em investigação sobre desvio de verbas em contratos de unidades de saúde

Por Redação TMC | Atualizado em
Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, é investigado por desvio da saúde. (Foto: divulgação/Câmara Municipal de Sorocaba)

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar nesta sexta-feira (1º) o recurso que permitiu o retorno do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) ao comando da administração municipal de Sorocaba (SP). Manga reassumiu o cargo em 31 de março. O julgamento deve ser concluído até 11 de maio.

O ministro Nunes Marques, relator do processo, concedeu liminar que autorizou o prefeito a voltar às funções administrativas. A decisão provisória também liberou o acesso de Manga aos prédios públicos municipais. A Segunda Turma é composta pelos ministros Gilmar Mendes (presidente), Nunes Marques (relator), Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça.

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Afastamento e retorno ao cargo

A Justiça Federal havia determinado o afastamento de Manga por 180 dias. O prazo termina na segunda-feira (04). O prefeito ficou afastado por 145 dias até ser reconduzido ao cargo. Durante esse período, o vice-prefeito Fernando Martins (PSD) comandou a Prefeitura.

O afastamento ocorreu em 6 de novembro de 2025, durante a segunda fase da Operação Copia e Cola. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) determinou a medida para preservar as investigações e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão.

A defesa de Manga recorreu ao STF após ter pedidos de habeas corpus negados nas duas instâncias. Nunes Marques considerou o afastamento uma “intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba”. A decisão provisória será submetida aos demais ministros da Segunda Turma.

Operação Copia e Cola

A Polícia Federal investigou a contratação supostamente irregular de uma organização social pela Prefeitura de Sorocaba. A investigação começou em maio de 2022. A polícia encontrou indícios de um esquema criminoso para desviar dinheiro público por meio de contratos emergenciais.

A operação apura o desvio de verbas em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município. A investigação examinou contratos emergenciais na UPA do Éden e na UPA da Zona Oeste. Manga é um dos investigados por suspeita de irregularidades em contratos da saúde e desvio de dinheiro.

O Ministério Público Federal denunciou 13 pessoas em fevereiro. Entre os denunciados estão o prefeito Rodrigo Manga, a primeira-dama Sirlange Frate Maganhato e Zoraide Batista Maganhato, mãe do prefeito. Os denunciados respondem por crimes como organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

Prefeito “tiktoker”

Manga ficou conhecido em Sorocaba por participar de programas de TV como vendedor de carros antes de ingressar na política. O apelido originou-se de uma variação do sobrenome Maganhato. Formado em marketing, ele foi eleito vereador por dois mandatos. Tornou-se prefeito em 2021 após vencer as eleições de 2020.

Em 2024, Manga foi reeleito no primeiro turno com mais de 263 mil votos. O resultado representou 73,75% dos votos válidos. Manga ficou conhecido pelo apelido de “prefeito tiktoker” após investir em vídeos nas redes sociais com tom humorístico e divulgação de obras do governo.

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