Alzheimer: exame de sangue simples pode antecipar diagnóstico, diz estudo

Pesquisa aponta que marcadores no sangue podem antecipar sinais da doença

Por Agência JAGR | Atualizado em
Exame de sangue
(Unsplash)

Um exame de sangue simples pode ajudar a identificar o risco de Doença de Alzheimer anos antes do surgimento dos primeiros sintomas, segundo um novo estudo elaborado pela NYU Langone Health.

A descoberta reforça o potencial de testes acessíveis para antecipar o diagnóstico de uma das principais causas de demência no mundo.

De acordo com a pesquisa, alterações em componentes do sangue, como células de defesa e proteínas específicas, podem indicar um risco aumentado da doença muito antes de sinais como perda de memória se tornarem evidentes.

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Identificação precoce da doença 

Os cientistas analisaram biomarcadores presentes no sangue, como proteínas associadas ao acúmulo de placas no cérebro, consideradas características do Alzheimer. Entre eles, a proteína p-tau217 tem se destacado por sua alta precisão na identificação da doença em estágios iniciais.

Estudos anteriores já indicavam que esses marcadores podem ser detectados até décadas antes dos sintomas clínicos, o que abre caminho para intervenções mais eficazes e acompanhamento médico antecipado.

O estudo foi desenvolvido com a participação de 285 mil pacientes atendidos em hospitais da NYU Langone e outros 85 mil pacientes do sistema de saúde de veteranos dos Estados Unidos. A pesquisa foi feita com indivíduos a partir dos 55 anos, antes do diagnóstico de demência.

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Exame pode ser feito em check-ups comuns

O exame pode ser feito com uma simples coleta de sangue, semelhante a testes de rotina, o que o torna mais acessível e menos invasivo que métodos tradicionais, como punção lombar ou tomografias.

A pesquisa foca nos neutrófilos, um tipo de glóbulo branco ligado à resposta do sistema imunológico. Alterações nestes níveis podem indicar inflamações e mudanças no organismo.

Esse equilíbrio é medido pela razão neutrófilo-linfócito (NLR), um indicador obtido a partir do hemograma completo. Segundo o estudo, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, o marcador pode não apenas sinalizar condições atuais, mas também estar associado ao risco futuro de Alzheimer e outras demências.

Descoberta pode transformar diagnóstico e tratamento

A possibilidade de detectar o risco da doença com antecedência pode mudar a forma como o Alzheimer é tratado. Com diagnóstico precoce, médicos podem iniciar intervenções antes da progressão dos sintomas, aumentando as chances de retardar o avanço da condição.

Especialistas destacam que, apesar dos avanços, os exames ainda estão em fase de validação e não substituem o diagnóstico clínico. Ainda assim, os resultados indicam um caminho promissor para tornar o rastreamento da doença mais acessível e eficiente no futuro.

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