Analistas do mercado financeiro aumentaram a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 3,91% para 4,10% em 2026. A revisão foi divulgada nesta segunda-feira (16/03) pelo Boletim Focus. Os economistas também reduziram a expectativa de corte da taxa básica de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que começa nesta terça-feira (17/03).
A nova estimativa para o IPCA representa alta de 0,19 ponto percentual em relação à semana anterior. Trata-se do maior nível registrado em 2026. O pico anterior havia sido de 4,06%, observado no boletim de 5 de janeiro. Desde então, as projeções vinham caindo consecutivamente até atingir 3,91% na semana passada.
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Os analistas agora esperam que o Copom reduza a Selic de 15% para 14,75%. Na semana anterior, a previsão era de corte para 14,5%. A mudança reflete piora nas expectativas econômicas provocada pelo conflito no Oriente Médio iniciado há duas semanas.
O confronto envolvendo EUA e Israel contra o Irã elevou o preço do petróleo acima de 100 dólares na semana passada. A escalada gerou temores sobre possíveis interrupções no fornecimento da commodity. O impacto direto foi sentido nos combustíveis.
A Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. O reajuste ocorreu mesmo após o governo Lula ter anunciado pacote de medidas para conter a alta do combustível. As ações incluem isenção de PIS e Cofins para o diesel, pagamento de subvenção a produtores e importadores e criação de imposto de exportação de petróleo.
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O aumento do combustível pressiona o transporte rodoviário. A elevação tende a se propagar pela cadeia de produção de diversos setores da economia.
Para o fim de 2026, a expectativa para a Selic subiu de 12,13% para 12,25%. A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) passou de 1,82% para 1,83%. A estimativa para o dólar recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40.




