Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso no caso Master

Maioria do STF votou para manter o bancário preciso ainda pela relação entre o BRB sob sua gestão e o Banco Master

Por Victor Godoy | Atualizado em
Paulo Henrique Costa
(Foto: Rafael Lavenère/BRB)

Nesta sexta-feira (24/04), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O bancário está em cárcere desde o dia 16 de abril e comandou a instuição financeira de janeiro de 2019 a novembro de 2025.

Paulo Henrique Costa é formado em administração pela Universidade de Brasília (UnB), também tendo completado mestrado em Administração de Empresas na Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos.

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O bancário trabalhou na Caixa Econômica Federal entre 2001 e 2018 e no Banco Panamericano entre 2011 e 2013. No banco estatal, ocupou alguns cargos da alta gestão. O último antes de rumar ao BRB foi o de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

Além da experiência nos bancos, Paulo Henrique Costa também chegou a integrar o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e o Conselho de Administração da Brazilian Securities Companhia de Securitização.

Depois, em janeiro de 2019, Paulo Henrique Costa tornou-se o presidente do BRB e teve como objetivo do mandato exportar a marca do banco para fora do Distrito Federal. Em 2020, por exemplo, o banco passou a ptrocinar o Flamengo.

A prisão de Paulo Henrique Costa

O ex-presidente do BRB foi preso em 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude financeira e lavagem de dinheiro envolvendo o banco público e o Banco Master.

A Polícia Federal vem apurando o caso e trabalha com a tese de que Paulo Henrique Costa teria negociado cerca de R$ 146,5 milhões em propina em troca do BRB favorecer interesses do Banco Master.

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Para isso, o BRB comprava carteiras de crédito do Banco Master. Contudo, essas carteiras seriam fraudulentas de acordo com a PF, que alega que o objetivo era negociar artigos fictícios. Daniel Monteiro, advogado apontado como responsável por estruturar esse esquema, também está preso.

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