Rodrigo Pacheco declarou nesta sexta-feira (29/05) que vai encerrar a carreira política ao fim deste ano. O senador do PSB-MG, ex-presidente do Senado, falou após participar do seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo. Segundo ele, a decisão vem sendo construída há algum tempo.
Ao comentar a saída, Pacheco disse que há o fechamento de um ciclo na política que decidiu fazer com o sentimento de dever cumprido. Ele também mencionou o que chamou de desapego ao poder como parte da motivação.
Minas Gerais e STF fora dos planos
O senador afastou duas especulações que circulavam sobre seu futuro. Primeiro, descartou concorrer ao governo de Minas Gerais. Depois, negou qualquer interesse em pleitear uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com Pacheco fora da corrida, o governo federal passou a avaliar outros nomes para a disputa pelo Executivo mineiro. Entre os cotados estão Marília Campos, do PT e ex-prefeita de Contagem, e Gabriel Azevedo, do MDB e ex-vereador de Belo Horizonte. Pacheco avaliou Josué Gomes, empresário e filho do ex-vice-presidente José Alencar, como um bom nome para a candidatura, mas não declarou apoio formal a nenhum dos postulantes.
Rejeição de Messias ao STF
O senador também foi questionado sobre a derrota de Jorge Messias, advogado-geral da União indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rejeitado pelo Senado. Pacheco negou ter articulado a rejeição. Ele disse ter sido um personagem involuntário no episódio e afirmou que sempre aceitou a escolha do presidente da República.
Na prática, a saída de Pacheco reorganiza o tabuleiro político em Minas Gerais, estado que costuma ter peso relevante nas eleições nacionais. O governo federal agora precisa consolidar uma candidatura competitiva para 2026 sem contar com o nome do ex-presidente do Senado.
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