O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) evitou confirmar sua pré-candidatura à Presidência da República, nesta segunda-feira (08/06), em entrevista exclusiva à TMC. Mas afirmou que seu partido já está pensando no pleito de 2030, num eventual cenário de menor polarização política.
“Eu não sou ainda pré-candidato à Presidência da República. Eu presido a federação PSDB-Cidadania, que não se conforma ter apenas estas duas opções viáveis no Brasil: o Lulopetismo e o Bolsonarismo”, declarou o candidato derrotado nas eleições de 2014. “Só serei candidato se houver viabilidade real.”
Aécio disse estar em campanha por uma terceira via, sem citar os nomes de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, pré-candidatos que buscam um caminho em meio à polarização. “Existe vida inteligente entre os extremos e o Brasil merece construir um caminho para o seu futuro e não apenas para derrotar o seu adversário.”
O mineiro projetou um país ainda mais polarizado ao fim das eleições deste ano, independente do resultado. “Seja Lula ou Flávio Bolsonaro, teremos um país partido ao meio por mais uma década, sem capacidade para fazer as reformas, sem construir um pacto nacional.”
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Em tom de brincadeira, Aécio afirmou que a intenção do PSDB-Cidadania é “radicalizar pelo centro”.
Aécio mostrou estar focado em formar uma bancada sólida no Congresso Nacional. “O PSDB se projeta para eleger 35 parlamentares, o que nos coloca já na primeira prateleira do jogo político. Somos o único partido que vamos alcançar esse patamar sem se curvar ao Lulopetismo e ao Bolsonarismo, pregando no deserto”, afirmou.
Na sua avaliação, a composição de uma bancada forte no Congresso deve pavimentar uma candidatura sólida para a presidência daqui a quatro anos. “Acredito que o PSDB será uma grande alternativa para o Brasil em 2030.”
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