Pesquisa Quaest aponta que 51% dos brasileiros responsabilizam o senador Flávio Bolsonaro pelas tarifas que o governo Trump impôs ao Brasil. Os dados são de pesquisa encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta quinta-feira (16/07). O percentual subiu em relação a junho, quando 47% dos entrevistados aderiam à narrativa do presidente Lula de que Flávio teria sido o responsável pelo tarifaço.
O levantamento consultou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 deste mês, com nível de confiança de 95% e intervalo de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A Quaest perguntou aos entrevistados: “Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais?”. O senador contesta a versão e sustenta ter solicitado a Trump que o Brasil ficasse fora das taxações.
A concordância com a narrativa do presidente Lula sobre quem é responsável pelas tarifas subiu de 35%, em junho, para 51% em julho, segundo a Quaest. No mesmo período, a concordância com a defesa de Flávio Bolsonaro caiu de 47% para 30%.
O levantamento também perguntou sobre o motivo das tarifas: “Para Lula, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix. Para Flávio Bolsonaro, elas são resultado das declarações de Lula contra os EUA. Com quem você concorda mais?” 49% dos entrevistados concordam com Lula, que atribui as taxas a uma retaliação ao Pix, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Já 33% aceitam a versão de Flávio, segundo a qual as tarifas seriam consequência de declarações de Lula contra os Estados Unidos.
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Viagem aos EUA é desconhecida pela maioria
Flávio Bolsonaro fez uma viagem aos Estados Unidos com o objetivo de discutir o assunto diretamente com Trump. Ainda assim, 57% dos brasileiros desconhecem essa iniciativa, segundo a Quaest.
Dentre os entrevistados que têm ciência da missão do senador aos EUA, a Quaest perguntou: “Na sua opinião, Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump e o governo dos Estados Unidos a voltar atrás nas tarifas contra produtos brasileiros, ou não?” A maioria — 58% — avalia que ele não possui influência suficiente para persuadir Trump a recuar nas tarifas. No mesmo grupo, apenas 34% acreditam que Flávio tem condições de alterar a posição do governo americano.




