- Palácio do Planalto já sabe que o Brasil será taxado pelos Estados Unidos
- Entretanto, já há um consenso de que produtos brasileiros serão taxados em até 37,5%
- O anúncio deve ser feito ainda nesta quarta-feira (15/07)
O Palácio do Planalto já sabe que o Brasil será taxado pelos Estados Unidos. O anúncio deve ser feito ainda nesta quarta-feira (15/07). Segundo interlocutores, o chefe do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, disse que já levou para o presidente Donald Trump a recomendação de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros.
Na terça, representantes do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Ministério das Relações Exteriores rebateram os argumentos apresentados pelos norte-americanos e disseram que as tarifas não se justificam. Eles enfatizaram a falta de argumentos técnicos dos Estados Unidos para subsidiar a investigação no âmbito da Seção 301, como as acusações sobre aumento do desmatamento no Brasil, quando os números referentes à Amazônia indicam o contrário.
Foi uma última tentativa do governo brasileiro de tentar evitar as novas tarifas. No entanto, não houve acordo.
A decisão final será tomada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entretanto, já há um consenso de que produtos brasileiros serão taxados em até 37,5%. Fontes no Planalto avisaram, no entanto, que a lista de exceções deve aumentar.
A expectativa é de que 20% dos produtos brasileiros vendidos nos EUA tenham aumento de tarifas. Carnes, café e frutas – considerados produtos fundamentais para os EUA – não serão taxados, visto que pode haver um aumento da inflação norte-americana.
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Novas Estratégias
Sabendo das novas tarifas, o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a equipe econômica estão defendendo a abertura de mercado. Ou seja, os produtos que forem rejeitados pelos empresários dos Estados Unidos (por causa do encarecimento do preço) serão vendidos para outros países. A ideia é diminuir a dependência do mercado norte-americano, hoje nosso segundo maior parceiro comercial.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, evitou falar sobre o tema porque o governo ainda não foi notificado oficialmente, mas confirmou que as negociações vão seguir. Ele repudiou a pretensão do governo dos Estados Unidos. “Os brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países. Se for confirmado o tarifaço, vai ser preciso avaliar os setores afetados e, na mesma linha do que a gente já fez, o governo não vai deixar os brasileiros na mão”, disse.