Petrobras eleva preço do gás canalizado em 19,2% para distribuidoras no país

Reajuste trimestral atinge residências, comércio e GNV a partir desta sexta-feira, enquanto querosene de aviação sobe 18% em maio

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada da sede da Petrobras
(Foto: Pedro Teixeira/Agência Brasil)

A Petrobras aumentou o preço do gás canalizado vendido às distribuidoras em 19,2% nesta sexta-feira (01/05). O reajuste atinge o gás encanado para residências, comércio e o gás natural veicular (GNV) comercializado em postos. A estatal também elevou o querosene de aviação (QAV) em 18% para maio.

O reajuste trimestral estava previsto em contrato com as empresas distribuidoras de gás. A alta do querosene de aviação também entrou em vigor nesta sexta-feira. O gás de botijão (GLP) não sofreu alteração, pois possui regras próprias de reajuste.

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A elevação reflete as variações registradas no dólar, no gás e no petróleo entre fevereiro e abril. O petróleo tipo Brent apresentou alta de aproximadamente 24,3% no período, segundo nota da Petrobras. O câmbio teve apreciação de 2,5%, reduzindo a quantia em reais necessária para conversão em um dólar. O Henry Hub, principal referência para o preço do gás natural nos Estados Unidos, registrou queda de aproximadamente 14,1%.

O reajuste do gás canalizado e GNV ocorre a cada três meses, conforme estabelecido em contrato entre a Petrobras e as distribuidoras. Em fevereiro, houve redução de 11% nos preços. Fontes do mercado informaram que a estatal e as distribuidoras negociaram os aumentos até quinta-feira, em um cenário considerado pouco comum.

A medida tem abrangência nacional. Todas as distribuidoras que adquirem gás canalizado da Petrobras em território brasileiro foram afetadas. Os consumidores finais impactados incluem residências, estabelecimentos comerciais e usuários de GNV.

A Abegás estimava um aumento de 20% no preço do gás. A associação projeta que em agosto, quando ocorrer novo reajuste, os preços da molécula de gás poderiam subir mais 35%.

O preço final do gás natural ao consumidor não depende apenas do valor de venda da molécula de gás comercializada pela Petrobras. A composição do preço final inclui custos de transporte, margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda. Tributos federais e estaduais também integram o valor final.

Haverá novo reajuste em agosto, conforme o cronograma trimestral estabelecido em contrato. A Abegás projeta possível elevação adicional de 35% nos preços da molécula de gás nessa ocasião.

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