Petrobras mira México e Venezuela para ampliar reservas de óleo e gás

Estatal busca parceria com Pemex para campos maduros no Golfo do México, mas Venezuela depende de fim de sanções dos EUA

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Navio do Petrobras no meio do mar
(Foto: André Ribeiro/Agência Petrobras)

A Petrobras quer expandir sua atuação internacional com foco no México e, futuramente, na Venezuela. A presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou nesta terça-feira (12/05) que a empresa busca aprofundar parcerias com a Pemex, petroleira mexicana, para explorar campos maduros no Golfo do México.

Segundo Magda Chambriard, o encontro com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, teve como objetivo buscar novos mercados. “Nosso encontro com a presidente do México teve esse condão, de buscar novos mercados. Como estamos fazendo na África, vamos fazer no México e, muito provavelmente, na Venezuela também”, afirmou a executiva em teleconferência com investidores.

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A presidente da Petrobras destacou que uma parceria com a Pemex seria vantajosa para avaliar futuras possibilidades de exploração no país. Porém, ela deixou claro que os planos ainda estão em fase inicial. “Nesse momento, tudo o que fizemos foi visitar a presidente do México. Tem muita coisa pela frente até que possamos quantificar qualquer investimento no Golfo. O México está na wishlist”, disse.

Wishlist é uma expressão em inglês que significa “lista de desejos” — ou seja, o México é um interesse da Petrobras, mas ainda não há cronograma ou valores definidos.

Venezuela: interesse depende de sanções

A Venezuela também está na lista de desejos da Petrobras, mas a atuação no país enfrenta obstáculos maiores. A estatal não possui autorização do conselho para operar na Venezuela, e a exploração seria inviável devido aos embargos internacionais e às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

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A Petrobras já possui presença relevante no México: a estatal detém 46% da Braskem no país. Além disso, a empresa atua em projetos de exploração e produção na África e em outros países da América do Sul.

A estratégia de expansão internacional busca diversificar as operações da estatal, mas depende de aprovações internas, viabilidade econômica e, no caso da Venezuela, de mudanças no cenário geopolítico.

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