Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 235 e 1.520 feridos

Dois sismos atingiram o país na noite de quarta (24/06); estado de La Guaira foi declarado zona de desastre e aeroporto de Caracas segue fechado

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People search for casualties under the rubble of a collapsed building in the aftermath of earthquakes in Caracas, Venezuela, June 25, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

O número de mortos pelos terremotos que sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24/06), subiu a 235, segundo o Ministério da Saúde do país. Outros 1.520 feridos foram registrados, e 200 pessoas ainda estão presas sob escombros.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, nesta quinta-feira (25/06), que dois cidadãos brasileiros estão entre as vítimas. Em nota, a pasta informou: “O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão”, acrescentando que presta assistência consular às famílias.

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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o primeiro tremor às 18h04 no horário local, 19h04 no horário de Brasília. Apenas 39 segundos depois, um segundo sismo, de maior intensidade, sacudiu a região. Os epicentros ficavam a cerca de 45 km um do outro.

As magnitudes foram 7,2 e 7,5, respectivamente. O sismo mais forte é considerado o mais intenso a atingir o país em mais de um século.

O USGS explica que a região é geologicamente ativa porque a placa do Caribe avança em direção ao leste a uma taxa aproximada de 20 mm por ano em relação à placa sul-americana. O órgão também aponta que uma sequência dupla de sismos como essa “provavelmente indica um processo complexo de interação de rupturas”.

Zona de desastre e aeroporto fechado

O estado de La Guaira foi declarado oficialmente zona de desastre pelas autoridades venezuelanas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, permanece fechado após os tremores.

Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, esteve em Macuto, no estado de La Guaira, nesta quinta-feira. Ela afirmou que “o governo da Venezuela está apoiando as famílias” e declarou: “Elas têm a nossa solidariedade. Queremos resgatar o máximo de pessoas vivas que for possível”.

Sobre o auxílio externo, disse: “Os primeiros socorristas, vindos da República Dominicana, estão prestes a pousar, e mais países e a comunidade internacional vão chegar aqui. Nossa esperança e nossas orações estão com as vidas dos venezuelanos e venezuelanas”.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, disse que o governo acompanha as buscas e que a solidariedade está com as vítimas. Ele reforçou o objetivo de resgatar o maior número possível de sobreviventes.

Balanço e ajuda internacional

O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, detalhou o balanço: “Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegaram sem sinais vitais ou morreram ao dar entrada em nossos estabelecimentos de saúde”.

Brasil, Estados Unidos e Espanha ofereceram ajuda ao governo venezuelano. O MRE brasileiro informou estar “prestando assistência consular às famílias das vítimas”.

O USGS lembra que “a destrutividade de um terremoto depende de muitos fatores. Além da magnitude e das condições geológicas locais, esses fatores incluem a profundidade do foco, a distância do epicentro e o projeto de edifícios e outras estruturas. A extensão dos danos também depende da densidade populacional e da densidade de construções na área abalada pelo terremoto.”

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