Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, protocolou pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O pedido foi formalizado na quinta-feira (23/04). A iniciativa acontece em meio a um confronto público entre ambos, desencadeado após Zema divulgar um vídeo satírico que retratava o magistrado em suposta negociação com o ministro Dias Toffoli durante o escândalo do Banco Master.
“Eu pedi o impeachment do Gilmar Mendes porque julgo que a iniciativa cabe e espero que o Senado venha a ter coragem de apreciar”, afirmou o pré-candidato à Presidência da República à RedeTV.
O político mineiro direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Zema acusou o senador de omissão ao não incluir na pauta os processos de impeachment contra ministros do STF. “Quando tivermos presidente do Senado corajoso, e não presidente do Senado acovardado, essa situação vai se corrigir”, declarou.
Zema contestou as acusações que recaem sobre ele por conta da publicação do vídeo satírico. “Eu não posso mais publicar um bonequinho satirizando o Supremo, que virou fonte de negociata. Agora eu é que sou o bandido?”, disse o ex-governador.
O ministro Gilmar Mendes encaminhou representação ao ministro Alexandre de Moraes solicitando investigação contra Romeu Zema. O pedido visa apurar a conduta do ex-governador por compartilhar em suas redes sociais o vídeo com sátira aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Na representação enviada, Gilmar Mendes indicou possíveis indícios de crime na publicação realizada por Zema.
O ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de tomar decisão sobre a eventual inclusão de Zema no inquérito das fake news. A PGR deve se pronunciar sobre o caso antes de qualquer encaminhamento.
O vídeo divulgado por Zema apresentava uma conversa entre dois bonecos caracterizados como fantoches. Os personagens representariam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na sátira, Toffoli telefona para Gilmar solicitando que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovadas na CPI do Crime Organizado do Senado.
O político deixou o comando do governo mineiro em março deste ano para se dedicar à pré-candidatura presidencial.




