Zema diz que direita ‘perdeu’ ao deixar Tarcísio de fora de disputa presidencial

Em evento em SP, governador do Novo afirmou que Tarcísio seria candidatura viável e sem rejeição

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante cerimônia de assinatura do novo acordo de repactuação da reparação dos danos da tragédia de Mariana (MG)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, afirmou nesta terça-feira (07/07) que a direita brasileira ‘perdeu’ por não ter lançado Tarcísio de Freitas como candidato presidencial. As declarações foram feitas durante o evento Women Invest, em São Paulo.

Segundo Zema, o governador de São Paulo reúne condições para uma disputa nacional. “O Brasil poderia ter [uma candidatura] extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior”, disse ele, ao citar o desempenho de Tarcísio à frente do governo paulista e do Ministério da Infraestrutura. “Por questões familiares colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil”, afirmou.

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Zema também revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro o encorajou a entrar na corrida presidencial. Segundo o pré-candidato, Bolsonaro disse: “Vai em frente, melhor para a direita”. A conversa teria ocorrido antes do lançamento formal de sua candidatura.

O ex-governador de Minas defendeu que a presença de vários nomes à direita no pleito é positiva para o campo. “Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor”, declarou. Ele também previu que, no segundo turno, os candidatos do mesmo espectro político se apoiariam mutuamente: “O candidato da direita que for para o segundo turno vai ter o apoio dos outros”.

Campanha de 2022 e os números em Minas

Para reforçar sua capacidade de mobilização eleitoral, Zema relembrou sua atuação no segundo turno de 2022. Reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno daquele ano, ele dedicou 21 dias à campanha de Bolsonaro no estado. Segundo Zema, o esforço resultou em 600 mil votos adicionais para o então candidato em Minas Gerais.

Mesmo assim, o resultado no estado foi apertado. “Em Minas Gerais teve um empate técnico no segundo turno, praticamente zeramos a diferença, mas não foi suficiente devido a outros estados e regiões do Brasil”, afirmou.

O reajuste de 300% e a doação do salário

Zema também respondeu a críticas sobre o aumento de 300% no próprio salário durante a gestão em Minas Gerais. “Outro ponto: falam que eu aumentei meu salário 300%. Aumentei. Todo o salário que eu ganho desde janeiro de 2019 eu dou”, afirmou.

A justificativa apresentada por ele foi de ordem comparativa. Antes do reajuste, o secretário de Educação do estado, responsável por uma rede com 200 mil professores, recebia R$ 7 mil, valor inferior ao de secretários de municípios pequenos. “Fiz isso para igualar com os outros estados, porque lá em Minas o que havia era uma grande hipocrisia”, declarou. “Vamos parar de tampar o sol com a peneira e vamos dar transparência, porque eu sou totalmente contrário a esse tipo de prática. E isso ninguém fala”, afirmou.

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