A Polícia Civil alerta que o esquema alvo da operação desta terça-feira representa um risco não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública. A organização criminosa investigada roubava e distribuía medicamentos de alto custo usados no tratamento de pacientes oncológicos e imunossuprimidos.
Segundo as investigações, durante o roubo e o transbordo das cargas, os medicamentos eram manuseados sem os cuidados exigidos para esse tipo de produto. O delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Alamberg Medeiros, explica: “O transporte desse medicamento exigia uma refrigeração, mas sabemos que, principalmente no momento do transbordo, os criminosos que acabam roubando essa mercadoria não têm o devido cuidado. As investigações apontam a forma como esses criminosos manuseavam esses produtos, retirando do caminhão e colocando no veículo utilizado pelo transbordo de forma extremamente inadequada.”
A conservação correta desses medicamentos é fundamental para garantir que o tratamento não seja comprometido. O farmacêutico João Gabriel explica os riscos da interrupção dessa cadeia de armazenamento.
“É necessário monitorar todas as etapas, desde a fabricação, passando pelo transporte até a dispensação do medicamento para o paciente. Caso ocorra qualquer tipo de alteração na fórmula ou na integridade da forma farmacêutica, pode haver perda do efeito do medicamento e a terapia do paciente ficar comprometida.”
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Além do risco à saúde, o alto valor das cargas explica o interesse das quadrilhas. Segundo a Polícia Civil, alguns medicamentos envolvidos na investigação custam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por unidade, e uma das medicações apreendidas tinha valor estimado em cerca de R$ 1 milhão.
As investigações apontam ainda que a organização criminosa movimentou mais de R$ 33 milhões em apenas um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar os medicamentos roubados no mercado por meio de fraudes em licitações.




